Cuidando da sua Saude

Alimento e seus valores
Alimentos não tão bons assim
Data: 23/08/2006

No último século, houve uma drástica mudança em nossa dieta e no nosso estilo de vida.

Há 50 ou 100 anos, as mulheres ficavam mais tempo em casa e tinham tempo para cozinhar alimentos frescos para a família todos os dias. Não havia geladeiras, então a compra diária era a norma. Os alimentos frescos comprados diariamente continham muito mais nutrientes que os alimentos que compramos nos supermercado todas as semanas ou meses.

Como elas não tinham muita escolha, as mulheres tiveram que aprender a arte do atalho. Agora elas dirigem até o supermercado e, definitivamente, não vão todos os dias. Há muitas opções sobre comidas rápidas que parecem convenientes e atraentes. Muitos desses alimentos são recheados com conservantes, recebem spray de produtos químicos ou crescem em um solo rico em produtos químicos. Alguns alimentos foram tratados com pesticidas e inseticidas e muitos dos animais, cuja carne comemos, receberam muitos antibióticos e hormônios de crescimento. Além disso tudo, os níveis da poluição ambiental geral, que certamente deve afetar os alimentos que comemos, alcançaram novos picos.

Como nossos hábitos alimentares mudaram?
Nosso consumo de açúcar aumentou muito. O último século assistiu um aumento de 25 vezes na produção mundial de açúcar. Na verdade, não precisamos comer todo esse açúcar. Nosso corpo pode converter carboidratos e proteínas complexos em açúcar. O açúcar refinado que consumimos em grande quantidade não contém quase nenhum nutriente. Elas são, na maioria, calorias vazias e essas calorias vazias, na forma de açúcar refinado podem ser encontradas em muitos alimentos, como queijo, pepino e salsichas, entre outros.

Consumimos grande quantidade de gorduras animais saturadas. Isso bloqueia gradualmente as artérias, que finalmente pode causar um ataque cardíaco ou derrame.
Ingerimos de 10 – 20 vezes mais sal que nosso corpo precisa, sofrendo o risco de apresentarmos, com o tempo, pressão alta.

Ingerimos muita cafeína porque bebemos muito café e chá. Isso pode inibir a absorção de nutrientes essenciais em nossos sistemas e causar tensão nervosa, insônia e dores de cabeça. Consumimos muito fósforo, que interfere na absorção do cálcio.

O consumo de álcool, especialmente entre as mulheres, aumentou drasticamente. Isso também inibe a absorção de nutrientes. O álcool é uma porta de entrada para outros problemas de saúde e sociais.

Muitos dos alimentos que ingerimos contêm aditivos químicos na forma de intensificadores de sabor, corantes e conservantes. Alguns deles não são prejudiciais, mas outros são. Nossos animais para abate são bombardeados com antibióticos – geralmente como uma medida preventiva. Consumimos antibióticos de segunda-mão. A maioria das frutas frescas, verduras e dos cereais recebem spray com pesticidas.

O que você pode fazer
Enquanto é quase impossível evitar o consumo de tudo isso, é uma boa idéia ficar atento ao que se come e bebe e em que quantidade. Habitue-se a limitar a ingestão de cafeína e álcool e leia os rótulos dos produtos para ver quais produtos contém. Enquanto não se pode evitar definitivamente todas as substâncias prejudiciais, é possível cortar a ingestão drasticamente.

Compre frutas e verduras orgânicas e limite a ingestão de carne e frango. O peixe fresco é geralmente menos atingido por produtos químicos. Habitue-se a comer peixe pelo menos duas vezes por semana. Verifique o conteúdo de gordura dos alimentos preparados que ingere regularmente. Eles podem ter mais gordura do que você pensa.

A chave para uma vida saudável é atenção e moderação. Se você comer um hambúrguer, batata frita e um refrigerante uma vez por semana, não é o fim do mundo, mas se isso se torna o almoço de todos os dias, a luz vermelha vai começar a piscar.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br